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Os Templários

  • Posted on:  segunda, 03 novembro 2014 11:36

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. A Ordem do Templo surgiu em 1118.

images-stories-artigos-templar knight-310x380Quando as notícias de sucesso das cruzadas chegaram à Europa houve uma grande excitação. Dos locais mais remotos do continente, peregrinos punham-se em marcha rumo à Terra Santa esperando ver a cidade onde tantos episódios da vida de Jesus Cristo se tinham desenrolado. Mas estas peregrinações começavam a criar consideráveis problemas. Um reino cristão tinha sido rapidamente estabelecido para delinear os territórios conquistados durante a primeira Cruzada. Mas não trouxe a paz para a região. Os Cristãos continuavam cercados por Estados Islâmicos hostis.

Em 50 anos os Turcos Sarracenos tinham feito severas investidas no novo Reino. Haviam ataques contínuos e assaltos às habitações Cristãs. Particularmente os peregrinos eram alvos fáceis durante o percurso, por terra, desde a costa até Jerusalém.

Mas nesse tempo, muitos dos cruzados primitivos tinham regressado à Europa com as riquezas saqueadas. Agora que a missão do Papa para recapturar a Cidade Santa chegara ao fim, o seu trabalho estava feito.

Isto fez com que muito poucos soldados capazes ficassem para defender os novos residentes e os seus visitantes peregrinos.

Com a expansão e poder do Cristianismo, despertou-se o interesse pelos lugares Santos, tais como Jerusalém, Calvário, Sinagoga, Templo de Salomão e Belém, conhecidos genericamente pelo nome de Terra Santa.

Hughes de Payen, um nobre francês que chegou aquando da primeira cruzada distinguiu-se na tarefa perigosíssima de proteger os peregrinos dos ataques Sarracenos. Em 1119, de Payen ofereceu os seus humildes serviços ao primeiro rei de Jerusalém, Baldwin I. Ele, juntamente com mais 8 cavaleiros, devotaram-se a policiar as rotas usadas pelos peregrinos.

Baldwin ficou tão impressionado com os seus esforços que ofereceu-lhes a mesquita de Al-Aqsa. Esta mesquita tinha sido construída num sítio que antes fora ocupado pelo próprio Templo Sagrado de Salomão.

Consequentemente, foi esse o nome que Hughes de Payen deu à nova Ordem:

Na sua 1º formação os Cavaleiros Templários não geraram grande entusiasmo. Porém, o apoio e evangelização de Bernard de Clairvaux, levou a que se constituíssem como uma Ordem com a benção do Papa em 1129. Consequentemente começaram a ser vistos na Europa como novos heróis.

Eram 'pobres' cavaleiros porque eram também monges. Tinham feito os votos usuais da pobreza, castidade e obediência para com os seus superiores.

A imagem heróica de nove destemidos monges guerreiros valentemente defendendo os peregrinos contra as investidas Muçulmanas estimulou a imaginação das pessoas desse tempo.

Alguns começaram a considerar os Templários com uma reverência romântica e ofereciam-se para servir como novos recrutas. Eram treinados como guerreiros, e tornaram-se grandes cavaleiros para a guerra. As suas actividades também diversificaram-se. Do papel principal de proteger os peregrinos, gradualmente tornaram-se bispos e defensores militares da Terra Santa.

Desde o seu humilde início, os Cavaleiros Templários, sob a orientação do Grande Mestre, transformaram-se numa organização disciplinada de profissionais de elevada destreza com uma eficiente estrutura de comando. Enquanto a ordem era pequena, todos os cavaleiros obedeciam a um único mestre. Posteriormente, outros passos foram dados na criação de uma hierarquia, com papéis mais específicos.

O Grande Mestre era responsável por toda a Ordem. Além deste, diversos Mestres eram eleitos para cada uma das províncias, onde os Templários se estabeleciam. Por cada cavaleiro no terreno havia ao lado deste dois ou três "sargentos". Estes eram homens que ainda não tinham um compromisso definitivamente firmado com os Templários. Poderiam ser guerreiros – 'sargentos-de-armas' – ou podiam servir de uma maneira mais pacífica em certas Casas ou Conventos dos Templários.

Mantendo o compromisso de pobreza, os cavaleiros usavam roupas simples, que contrastavam com o armamento desse tempo. Usavam uma capa lisa de cor branca - posteriormente adornada com a famosa cruz vermelha - que significava a sua pureza e dedicação. Em campanha, os Templários nos seus cavalos de guerra usavam cotas de malha metálica.

Os Cavaleiros Templários faziam voto de obediência e castidade, estando totalmente dedicados à causa da Igreja de Roma. Além do compromisso conventual, o seu maior compromisso era não fugirem em combate nem se renderem, isto é, na sua luta ou saiam vitoriosos ou morriam pela sua causa santa. Isto fez dos Templários os mais destemidos e temidos soldados.

A expansão da Ordem deu-se de tal forma que um século depois da sua criação tinha domínios por todo o continente europeu, onde os nobres aspiravam ver os seus filhos como Cavaleiros Templários. A Ordem tornou-se a maior potência da época.

A partir de 1128 a Ordem do Templo adquiriu uma possante estrutura e força armada e seus corpos serviram de Templo a uma "Alma Templária", acima de tudo, muito sólida.

A estrutura da Ordem dos Templários estava centrada nos poderes do Grão Mestre, sendo Hugues de Payens o primeiro e Jacques Demolay o último. O Grão Mestre tinha poder absoluto sobre os seus comandos, dado a obediência a que cada um se submetia por juramento. Este, embora prestado livremente, tornava-se principio para a vida ou para a morte.

Para os Templário a personalidade, a segurança, a coragem e a honra eram os seus principais fundamentais, fazendo deles homens viris com qualidades incomparáveis. Eram guardiões da perseverança, pois o ideal a que se propunham estava acima da sua própria vida, propugnando a própria imagem da determinação, que tudo enfrentavam com coragem, mantendo-se íntegros na sua acção, embora mantendo perfeita obediência ao Papa. Por tudo isso os seus adeptos estavam seguros nos seus castelos e conventos, obedecendo à hierarquia da Ordem, onde os segredos apenas eram revelados aos seus iniciados.

Em 1307 a Ordem do Templo possuía o exercito mais importante da Europa, o mais disciplinado, o melhor armado e o melhor treinado para os combates ininterruptos na Palestina e na Península Ibérica. É curioso que este exercito não reagiu ao ataque do rei da França, Felipe, o Belo. A obediência cega ao poder do Papa era tão grande que não se rebelaram, aceitando o extermínio.

Se fossem rebeldes tinham poder bélico, económico e humano suficiente para derrubarem os poderosos e assumirem o poder. Deram, assim, exemplo de honra e fidelidade aos seus algozes. Desta forma, Jacques Demolay, foi condenado pela Inquisição e morreu na fogueira nas margens do Rio Sena, levando consigo os segredos da Ordem e o nome dos seus Irmãos. Cumpriu fielmente o compromisso que fizera quando entrou na Ordem, deixando o legado da sua fidelidade, da sua honra e da sua perseverança.

(Adaptação dum texto de autor desconhecido)

In YORKIE - Volume III, n.º 4 - Verão de 2000